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Mais de 6 em cada 10 brasileiros concordam que ter apenas um dia de descanso na semana piora a "vida de forma geral"
Introdução O Senado aprovou a Proposta de Emenda à Constituição que encerra a escala de trabalho 6×1. Com isso, os trabalhadores passarão a ter dois dias de descanso remunerados semanalmente, sem prejuízo ao salário. A medida é apoiada por especialistas em saúde, que apontam efeitos negativos como burnout e estresse devido à falta de descanso adequado.
Principais Tópicos Senado aprova PEC que acaba com a escala de trabalho 6×1. Trabalhadores terão direito a dois dias de descanso remunerados por semana. Especialistas em saúde apontavam impactos físicos e psíquicos da escala 6×1. Pesquisa do Instituto Locomotiva mostra que 67% relatam piora na saúde mental. A transição do regime de trabalho ocorrerá de forma escalonada, sem redução salarial.
Senado aprova PEC que acaba com a escala de trabalho 6×1.
Trabalhadores terão direito a dois dias de descanso remunerados por semana.
Especialistas em saúde apontavam impactos físicos e psíquicos da escala 6×1.
Pesquisa do Instituto Locomotiva mostra que 67% relatam piora na saúde mental.
A transição do regime de trabalho ocorrerá de forma escalonada, sem redução salarial.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Com 75 votos a favor e um contrário , o Senado aprovou na quarta-feira (14) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que dá fim à escala 6×1 para os trabalhadores brasileiros. Na prática, os funcionários passarão a ter dois dias de descanso remunerados na semana, sem prejuízo ao salário atual.
Defendida pelo governo Lula (PT), a medida acabou encontrando ampla adesão inclusive da oposição, a menos de duas semanas do 2º turno em que o atual presidente enfrenta Flávio Bolsonaro (PL). O único voto contra a PEC foi dado pelo senador e ex-vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos-RS).
Criticada por setores empresariais, a pauta do fim da escala 6×1 era defendida também por especialistas em saúde, que apontavam impactos físicos e psíquicos causados pela rotina praticamente sem descanso.
Problemas como burnout , estresse, ansiedade e um aumento de acidentes no ambiente de trabalho (atribuíveis à falta de descanso adequado) são citados como algumas das razões em prol da mudança de regras.
Os próprios trabalhadores concordam: em um levantamento divulgado em setembro, mais de 6 em cada 10 brasileiros apontavam uma piora na saúde mental e física que sentiam ser causada pela escala 6×1.
Como a escala 6×1 afeta a saúde dos brasileiros
Um dos levantamentos amplos mais recentes sobre o tema foi publicado pelo Instituto Locomotiva no começo do mês passado: ouvindo 1.030 homens e mulheres de todo o país com 18 anos ou mais, a pesquisa realizada em junho se debruçou sobre a forma como os próprios brasileiros percebem os impactos da escala 6×1 em temas como saúde, relações familiares, tempo livre e renda, entre outros.
Na pesquisa, 78% das pessoas consultadas concordaram com a afirmação “é difícil conseguir descansar de verdade trabalhando em escala 6×1″ e outros 71% concordaram que esse regime “dificulta manter hábitos saudáveis “. E nada menos que 85% dos brasileiros concordam que “muitas pessoas sacrificam saúde e lazer para manter renda”.
Na visão de 81% dos consultados, descansar se tornou “um privilégio que muitos trabalhadores não têm”. Uma opinião que transcendia as correntes políticas: a pesquisa demonstrou que ela era compartilhada por 89% dos eleitores de esquerda e 76% dos eleitores de direita, geralmente vistos como mais refratários à mudança da escala.
Perguntados sobre os impactos práticos que sentiam nesse regime de trabalho, os trabalhadores que participaram da pesquisa também renderam os seguintes resultados:
67% consideram que a escala 6×1 piorou sua saúde mental
62% consideram que a escala 6×1 piorou sua saúde física
63% consideram que a escala 6×1 piorou sua vida de forma geral
Como vai funcionar a transição
Após a aprovação no Congresso, os prazos começam a contar a partir da promulgação da emenda constitucional, algo esperado para os próximos dias. O fim da 6×1 então ocorrerá de forma escalonada.
Passados 60 dias da promulgação, trabalhadores em regime 6×1 deverão ter o regime adequado ao modelo 5×2, com redução da jornada de 44 para 42 horas semanais.
Em um período de até 12 meses depois disso (ou seja, até 14 meses após a promulgação da emenda), a jornada deve cair de 42 para 40 horas semanais , mantendo-se a escala 5×2.
O texto garante que essa mudança deve ocorrer sem prejuízo aos salários dos funcionários. Cabe às empresas reorganizar suas escalas e jornadas dentro das novas regras, o que pode envolver remanejo de turnos, mais contratações ou pagamento de horas extras, conforme o caso.
Ainda devem ser divulgados mais detalhes sobre a adequação das jornadas em atividades que seguem regimes diferenciados , como aquelas que usam escalas do tipo 12×36 (12 horas de trabalho contínuas seguidas por 36 de descanso), comuns em serviços hospitalares e de vigilância, por exemplo.
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