O vírus vai, a doença fica: entenda as sequelas de gripe e covid

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Descubra por que sintomas como fadiga e névoa mental persistem após infecções respiratórias e o papel do sistema imune nisso

Introdução Após infecções virais como Covid-19 e gripe, muitos pacientes experimentam sintomas persistentes, mesmo sem a presença ativa do vírus. Este artigo explora como o sistema imunológico desregulado pode ser a causa da fadiga e névoa mental, levando a condições crônicas como a Covid longa. É crucial uma abordagem de longo prazo para essas doenças.

Principais Tópicos Sintomas persistentes podem ocorrer após infecções virais, mesmo sem vírus ativo. Covid longa e pós-gripe são exemplos de síndromes pós-infecção. O sistema imune desregulado pode causar inflamação crônica. Anticorpos podem atacar as próprias células do corpo após infecções. A abordagem de doenças virais deve considerar o longo prazo.

Sintomas persistentes podem ocorrer após infecções virais, mesmo sem vírus ativo.

Covid longa e pós-gripe são exemplos de síndromes pós-infecção.

O sistema imune desregulado pode causar inflamação crônica.

Anticorpos podem atacar as próprias células do corpo após infecções.

A abordagem de doenças virais deve considerar o longo prazo.

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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

Só na última semana, foram registrados 16 mil novos casos no mundo de covid-19 (lembram dela?). E de gripe (ou influenza), todos os anos temos algo como um bilhão de novos casos.

Não me refiro aqui à influenza aviária H5N1, mas à gripe comum que acontece todos os anos. Essas duas são causadoras de síndromes respiratórias agudas graves (SRAG) .

Isso porque levam, de modo abrupto, à tosse, dor de cabeça, dores musculares e articulares, mal-estar geral e, mais preocupante, perda da capacidade respiratória.

Na fase aguda, o paciente pode morrer, o que é mais frequente em crianças, idosos e pessoas imunocomprometidas. Ou seja, nem a gripe é “só uma gripezinha” .

Esse sintomas surgem porque os vírus — seja o coronavírus SARS-CoV-2 ou o influenza da gripe — estão ativos e se multiplicando constantemente em nossas células, causando esses danos.

Sem vírus, sem doença? Não exatamente

Se o nosso sistema imune estiver bem treinado, sobretudo pelo uso de vacinas , somos capazes de superar essa fase aguda e acabar com a festa viral. Aí, sem vírus, sem doença, certo? Não exatamente.

Um artigo que saiu na Nature no mês passado mostra que os sintomas podem continuar por muito tempo e até piorar, mesmo depois que os vírus desaparecem . Estamos aqui tratando de doenças denominadas de covid longa e de outras condições crônicas, como pós-gripe , pós-ebola e até pós-poliomielite.

Os sintomas nesses casos são bem genéricos, mas bastante debilitantes. Fadiga e névoa mental são comuns a todos. E isso vai bem além das doenças virais, pois qualquer doença causada por bactérias e parasitas pode resultar nessa mesma desordem pós-infecção.

Se não tem vírus, o que causa a doença?

Pasmem: é o sistema imune!

Ocorre que, em algumas pessoas, as células do sistema imune podem ficar desreguladas e causar uma inflamação generalizada de baixa intensidade, mas duradoura.

Outra causa é que algumas infecções podem acabar desorientando tanto o nosso sistema imune, que ele acaba se confundindo e produzindo até anticorpos contra nossas próprias células , o que é extremamente anormal e, obviamente, as acaba matando.

E não para por aí: o tecido que reveste nossos vasos sanguíneos é afetado, o controle das funções automáticas, como batimentos cardíacos e respiração, acaba se complicando, e até as bactérias boas que vivem em nosso intestino sofrem também.

A comparação dos sintomas não poderia ser mais dramática: é como acabar de correr uma maratona .

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Pensar a longo prazo

Para combater esses sintomas, há diversos anti-inflamatórios sendo testados. Mas pode não ser suficiente, pois os vírus podem não ter sumido totalmente, só se escondido em algum lugar do corpo e ficado silenciosos , esperando uma oportunidade para atacar de novo.

Isso nos ensina, de modo dramaticamente prático, que temos que pensar em doenças virais em longo prazo , e não só de modo agudo, enquanto o paciente está na fase ativa da infecção.

Pensar a longo prazo tem que ser o padrão para tudo o que uma sociedade que pensa no bem-estar de todos e de tudo precisa fazer, seja em Medicina, Ciência ou Política. Não era isso o que Ralph Waldo Emerson quis dizer com “O gênio dirige-se ao futuro”?

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