Irmão de Papa Leão XIV também enfrenta câncer: entenda o papel da genética na doença

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Histórico de tumores pulmonares na família é fator de risco. Mãe do papa também enfrentou câncer antes de morrer em 1990

Introdução O Papa Leão XIV foi diagnosticado com adenocarcinoma pulmonar, um subtipo comum de câncer de pulmão, após cirurgia. Com histórico familiar da doença, o caso levanta questões sobre a influência genética. A matéria detalha como o histórico familiar pode impactar o risco e discute o prognóstico do pontífice, considerando a detecção precoce.

Principais Tópicos Papa Leão XIV recebeu diagnóstico de adenocarcinoma pulmonar após cirurgia. A família do pontífice apresenta histórico de câncer em parentes próximos. O histórico familiar eleva a chance de desenvolver câncer de pulmão. A detecção precoce e cirurgia indicam um prognóstico favorável para o adenocarcinoma. Possibilidade de tratamentos complementares, como quimioterapia ou radioterapia.

Papa Leão XIV recebeu diagnóstico de adenocarcinoma pulmonar após cirurgia.

A família do pontífice apresenta histórico de câncer em parentes próximos.

O histórico familiar eleva a chance de desenvolver câncer de pulmão.

A detecção precoce e cirurgia indicam um prognóstico favorável para o adenocarcinoma.

Possibilidade de tratamentos complementares, como quimioterapia ou radioterapia.

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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

Operado nesta terça-feira (13) para remover um nódulo no pulmão, o papa Leão XIV recebeu um diagnóstico de câncer após o tumor ser analisado.

Aos 71 anos, o líder da Igreja Católica tem um adenocarcinoma pulmonar , subtipo de tumor maligno mais comum no órgão, especialmente em pessoas sem histórico de tabagismo, como é o caso do pontífice.

A confirmação da doença também chamou atenção para o fato de que Leão XIV tem histórico de câncer em parentes próximos : a mãe dele, Mildred Martinez, morreu em 1990, aos 77 anos, após passar por sessões de quimioterapia. E o irmão mais velho do papa, Louis Prevost, de 74 anos, está atualmente hospitalizado na Flórida para tratar a doença.

Mas, afinal, até que ponto um histórico familiar de câncer aumenta a chance de sofrer com um tumor maligno no pulmão, como ocorre com o papa?

Histórico familiar aumenta a chance de câncer no pulmão?

É algo bem documentado pela ciência: se você tem parentes com câncer de pulmão , também há uma chance maior de desenvolver a doença.

Mesmo quando o problema é causado pelo tabagismo (ou seja, sem influência genética como fator preponderante), a exposição continuada à fumaça pode colocar em risco os parentes, na condição de “fumantes passivos” .

Já se o câncer não tem origem no hábito de fumar, o risco médio de ter a doença é cerca de 1,51 vez maior em quem tem antecedentes familiares.

Essa é a conclusão de um amplo estudo que analisou mais de 24 mil casos de câncer pulmonar e controlou os resultados para eliminar fatores que poderiam falsear os números, como o próprio tabagismo. A chance de ter câncer de pulmão é ainda mais alta quando um dos afetados é um irmão.

No caso do papa Leão XIV, porém, cabe uma observação importante: não há informações públicas sobre o tipo de câncer enfrentado pela mãe ou pelo irmão do pontífice.

Embora haja uma forte associação entre tumores pulmonares entre parentes por razões genéticas, a relação é muito mais fraca quando cada pessoa tem um câncer diferente. Nesses casos, a influência do tabagismo parece importar mais, algo que não se aplica ao caso do papa.

Além do hábito de fumar e do histórico familiar, um câncer de pulmão também pode se originar da exposição contínua à poluição ou a substâncias tóxicas, e até mesmo de alterações genéticas espontâneas e não hereditárias, sem explicação aparente.

Qual o prognóstico do papa?

Ainda não há informações confirmadas pelo Vaticano sobre os próximos passos do tratamento do papa Leão XIV ou o prognóstico do quadro. No entanto, adenocarcinoma detectados precocemente costumam ter alta chance de sobrevida após cinco anos do diagnóstico, superando os 90%.

Quando a cirurgia é possível, como é o caso do pontífice, é provável que o diagnóstico tenha ocorrido em estágio inicial. Caso isso se confirme, o prognóstico tende a ser positivo.

Ainda assim, pode ser necessário que o papa precise realizar tratamentos complementares , como quimioterapia, imunoterapia e radioterapia, a depender dos achados nos exames realizados a partir de agora e da avaliação médica.

Além de uma internação por febre tifoide em 1985, não há informação de outros problemas de saúde mais sérios enfrentados pelo papa antes da descoberta do câncer atual. A ausência de comorbidades conhecidas também é um fator que costuma melhorar o prognóstico no tratamento de um câncer.

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