Pembrolizumabe: como funciona um dos medicamentos mais usados contra o câncer

Pembrolizumabe: como funciona um dos medicamentos mais usados contra o câncer

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Imunoterapia de alto custo tem mais de 40 indicações no Brasil e ganhou nova forma de aplicação recentemente

Introdução O pembrolizumabe (Keytruda), imunoterapia essencial contra dezenas de tumores, agora conta com uma versão subcutânea no Brasil, otimizando a aplicação. Conheça como atua no sistema imune, suas mais de 40 indicações aprovadas, efeitos e o custo do tratamento para diversos tipos de câncer.

Principais Tópicos Como o pembrolizumabe estimula a imunidade para combater células tumorais. A nova versão subcutânea do medicamento, que reduz o tempo de aplicação em até 95%. As mais de 40 indicações clínicas aprovadas para diversos tipos de câncer. Os efeitos adversos comuns e o perfil de segurança do tratamento. Informações sobre o custo do medicamento e as opções de acesso no Brasil.

Como o pembrolizumabe estimula a imunidade para combater células tumorais.

A nova versão subcutânea do medicamento, que reduz o tempo de aplicação em até 95%.

As mais de 40 indicações clínicas aprovadas para diversos tipos de câncer.

Os efeitos adversos comuns e o perfil de segurança do tratamento.

Informações sobre o custo do medicamento e as opções de acesso no Brasil.

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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

Desde a ascensão da imunoterapia no tratamento do câncer , um medicamento tem se destacado como uma opção versátil no combate a dezenas de tumores — como os de pele, pulmão, mama, bexiga, entre muitos outros.

Trata-se do pembrolizumabe , princípio ativo comercializado como Keytruda e produzido pela farmacêutica MSD. Ele teve seu uso aprovado pela primeira vez em 2014, nos Estados Unidos, com autorização da Food and Drug Administration (FDA). No Brasil, a fórmula chegou em 2018, com a liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Hoje, o pembrolizumabe já conta com mais de 40 indicações aprovadas no país e, mais recentemente, ganhou uma nova apresentação. Agora, além da forma intravenosa, a Anvisa liberou uma versão subcutânea do medicamento.

Abaixo, entenda como essa imunoterapia funciona, para quais tipos de câncer ela é indicada e qual é o preço do tratamento.

Como funciona o pembrolizumabe

Como outras imunoterapias, o pembrolizumabe é uma medicação capaz de estimular a nossa imunidade para reconhecer e destruir células tumorais.

“Ele bloqueia um mecanismo utilizado por alguns tumores para escapar da ação das células de defesa do organismo, permitindo uma resposta imunológica mais eficaz contra o câncer “, explica Márcia Datz Abadi, diretora médica da MSD no Brasil.

O fato do medicamento atuar sobre o sistema imunológico , e não sobre o tumor em si, explica porque ele é tão amplamente utilizado no tratamento de diversos tipos da doença.

O pembrolizumabe é administrado em hospitais e geralmente por via intravenosa .

Em junho, a Anvisa aprovou uma nova forma de aplicação, a subcutânea . A nova versão pode diminuir em até 95% o tempo de aplicação do medicamento e é aprovada para as mesmas indicações clínicas da já estabelecida fórmula intravenosa.

“A escolha da forma do tratamento depende de avaliação e orientação da equipe médica do paciente assim como pela preferência do paciente”, esclarece Abadi.

O pembrolizumabe tem mais de 40 indicações aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“As principais áreas terapêuticas incluem melanoma , carcinoma cutâneo de células escamosas, câncer de pulmão de células não pequenas,  mesotelioma, carcinoma urotelial ( bexiga ), linfoma de Hodgkin clássico, carcinoma de células renais, câncer de cabeça e pescoço , câncer de esôfago , câncer gástrico, câncer do trato biliar, câncer de endométrio , câncer de mama triplo-negativo , câncer do colo do útero e câncer de ovário “, lista a diretora médica da MSD no Brasil.

Pode ser indicado em estágios iniciais e avançados, a depender de cada doença, e ser utilizado como monoterapia (ou seja, como único medicamento no tratamento) ou combinado com outras opções farmacológicas.

“Como toda terapia oncológica, os resultados variam entre os pacientes, e a indicação do tratamento deve ser avaliada pela equipe médica de acordo com as características de cada caso”, pondera a médica.

Efeitos adversos

Os mais frequentes costumam ser leves ou moderados , como fadiga, diarreia, náuseas, erupções cutâneas e coceira, dor no corpo e alterações na tireoide.

“O medicamento tem um perfil de segurança amplamente conhecido e monitorado”, afirma Abadi. “Além disso, quando utilizado sozinho, a queda de cabelo não costuma ser um efeito colateral frequente, o que o diferencia de alguns tratamentos tradicionais contra o câncer.”

Reações mais graves, que podem incluir respostas autoimunes, devem ser avaliadas imediatamente por um médico.

A medicação é uma das mais rentáveis da indústria, tendo movimentado cerca de US$ 7,9 bilhões no primeiro trimestre de 2026 — ficando atrás somente do Mounjaro, da Eli Lilly , que gerou US$ 8,7 bilhões no mesmo período, segundo dados divulgados pela Bloomberg .

No Brasil, cada ampola de 100 mg/4 mL pode ser encontrada por preços que partem de aproximadamente R$ 15 mil . O custo total do tratamento varia de acordo com a indicação e a dose receitada a cada paciente. Estudos estimam que o custo anual possa ultrapassar R$ 470 mil.

Ele está disponível gratuitamente no SUS apenas para o tratamento do melanoma avançado . No sistema suplementar, planos de saúde são obrigados a arcar com as despesas caso haja prescrição médica que justifique o uso clínico.

Não há versão genérica do medicamento, por enquanto. A patente expira em 2028.

Consulte a bula deste medicamento aqui .

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