Afinal, café faz bem ou mal para o coração? Grande revisão científica bate o martelo

Afinal, café faz bem ou mal para o coração? Grande revisão científica bate o martelo

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Revisão científica da Associação Americana do Coração (AHA) destaca o que realmente se sabe sobre cafeína, saúde cardíaca e a dose ideal da bebida

Introdução A Associação Americana do Coração (AHA) publicou uma declaração científica sobre a relação entre o consumo de cafeína e doenças cardiovasculares. O documento aponta que o consumo moderado de café é seguro e benéfico para a maioria dos adultos, associado a menor risco de doenças. Contudo, excessos e a forma de preparo podem trazer riscos.

Principais Tópicos AHA conclui que o consumo moderado de café é seguro e benéfico para o coração da maioria dos adultos. O café foi associado a um menor risco de doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2. A dose ideal de cafeína é de até 400 miligramas por dia, equivalente a três a cinco xícaras. Café coado, sem açúcar e leite em excesso é o preparo mais indicado; o café não filtrado pode elevar o colesterol. Altas doses de cafeína, como em energéticos, podem ser prejudiciais ao coração.

AHA conclui que o consumo moderado de café é seguro e benéfico para o coração da maioria dos adultos.

O café foi associado a um menor risco de doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2.

A dose ideal de cafeína é de até 400 miligramas por dia, equivalente a três a cinco xícaras.

Café coado, sem açúcar e leite em excesso é o preparo mais indicado; o café não filtrado pode elevar o colesterol.

Altas doses de cafeína, como em energéticos, podem ser prejudiciais ao coração.

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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

Quando o assunto é café e coração há muita polêmica envolvida. Isso porque, ao longo da história, a bebida já saiu de uma amarga posição de desprestígio , ao ser associada a riscos cardíacos, para o protagonismo em estudos que atestaram seus benefícios para o peito .

Acontece que, ainda hoje, o tema é nebuloso, especialmente por conta da cafeína , que confere o efeito estimulante da bebida.

Para tentar bater de vez o martelo sobre o tema, a Associação Americana do Coração (AHA, na sigla em inglês) publicou nesta segunda-feira, 20, uma declaração científica sobre a relação entre o consumo de cafeína e doenças cardiovasculares.

Entre os resultados, para a alegria dos degustadores de plantão, o documento concluiu que o consumo moderado de cafeína ou café é seguro para a maioria dos adultos e faz bem ao coração .

Mas, s egundo a revisão, os benefícios são influenciados pela forma de preparo e podem ser revertidos em caso de exagero.

O documento também sugere que os efeitos agudos da cafeína podem incluir um breve aumento da pressão arterial e da glicemia, bem como palpitações ou distúrbios de sono em algumas pessoas.

Ainda, o artigo alerta que dados sobre altas doses de cafeína, como as encontradas em energéticos, geralmente sugerem danos ao coração .

Quanto de café tomar

Segundo o documento, o consumo de café tem sido associado a um menor risco de doenças cardiovasculares quando a ingestão de cafeína não ultrapassa 400 miligramas por dia . Este é um número equivalente a três a cinco xícaras de 240 ml de café .

Além disso, a declaração destaca que é preciso ter atenção ao modo de preparo .

De acordo com a AHA, o café ideal deve ser filtrado , de preferência com coador de papel. Ademais, deve ser bebido, de preferência, sem leite (e a adição de açúcares nem deveria ser cogitada).

Confira, a seguir, o que o documento destaca sobre a relação entre a cafeína e saúde cardíaca.

O consumo habitual de café foi consistentemente associado a um menor risco de diabetes tipo 2 entre participantes de estudos observacionais.

Segundo a AHA, a proteção aumenta conforme a quantidade ingerida. Por exemplo, uma revisão de 28 estudos encontrou queda de 20% no risco de desenvolvimento da doença entre quem bebia, em média, 3,5 xícaras por dia , e de 30% entre quem consumia cinco xícaras diárias .

O segredo do benefício está no ácido clorogênico , um polifenol , presente no café, que melhora o metabolismo da glicose.

Aqui, a relação tem mais nuances. As evidências indicam que os efeitos da cafeína sobre a pressão arterial são variados e dependem de fatores como a dose, a frequência de consumo, a forma de ingestão e as características individuais.

É que, de um lado, o consumo agudo de cafeína pode elevar a pressão arterial, especialmente em pessoas com hipertensão ou maior sensibilidade à substância.

Do outro, estudos genéticos e de longo prazo sugerem que o consumo habitual tem impacto pequeno ou incerto e pode até estar associado a menor risco de hipertensão em alguns grupos.

Além disso, os efeitos divergem conforme a fonte de cafeína: bebidas energéticas tendem a aumentar a pressão arterial , ao passo que o extrato de café verde pode reduzi-la , provavelmente em razão da ação de outros compostos presentes nesses produtos.

Aqui está outro ponto de preocupação . De acordo com a revisão, o café não filtrado eleva o colesterol LDL , considerado “ruim”, graças a uma substância chamada cafestol , presente nesse tipo de preparo.

O composto costuma estar presente em cafés feitos com técnicas como a prensa francesa, o café grego/turco e o café fervido escandinavo. Por outro lado, o expresso e o café de cafeteira italiana têm quantidades menores da substância.

O café filtrado em coador papel e o solúvel praticamente não contêm cafestol e não aumentam o colesterol.

Doença arterial coronariana

Estudos antigos levantaram a hipótese de que o café aumentaria o risco de doença arterial coronariana, caracterizada pelo acúmulo de placas de gordura nas artérias que irrigam o coração.

No entanto, pesquisas mais recentes e rigorosas não confirmaram essa associação. Pelo contrário : mostraram que o consumo leve (em média, 1 xícara e meia por dia) e moderado (3 xícaras e meia por dia) foi associado a um risco 10% menor da doença.

+Leia também: Café pode ajudar coração a bater no ritmo certo, diz novo estudo

De modo geral, as evidências indicam que o consumo habitual e moderado de cafeína, especialmente na forma de café (de uma a três xícaras por dia), não aumenta o risco de arritmias perigosas (descompassos nas batidas do coração).

Aliás, em alguns casos, pode até exercer um efeito protetor . É o que mostrou um ensaio clínico que apontou redução de 39% na recorrência de fibrilação atrial (forma mais grave de arritmia) entre pacientes que mantiveram o consumo diário de café após procedimentos para restauração do ritmo cardíaco.

Ainda assim, a mesma quantidade da bebida pode aumentar a frequência de extrassístoles ventriculares, batimentos cardíacos extras.

Já doses extremamente elevadas de cafeína, como as encontradas em cápsulas ou pós concentrados , foram associadas a casos de fibrilação e morte súbita .

Por fim, os pesquisadores também destacaram que não existe uma dose segura ou ideal universal . Diferenças genéticas no metabolismo da cafeína ajudam a explicar por que a tolerância e a resposta ao estimulante variam tanto de pessoa para pessoa .

No entanto, não há evidências suficientes de que essas diferenças alterem os efeitos do consumo de café sobre doenças crônicas ou mortalidade .

Os médicos também deixam um alerta: açúcar, xaropes aromatizados e leite em grande quantidade podem aumentar bastante o valor calórico da bebida e anular os benefícios associados ao café puro.

Qual o melhor tipo de café e que diferença faz para a saúde? Conheça 4 deles

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