Mais inclusão no trabalho, mais saúde para mulheres com deficiência

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Saúde começa com inclusão — e garantir oportunidades de trabalho para mulheres com deficiência faz parte desse desafio

Introdução O trabalho é um determinante crucial para a saúde e autonomia de mulheres com deficiência no Brasil. Apesar de representarem 8,3 milhões da população, enfrentam desigualdades no emprego, renda e acesso à saúde. A inclusão laboral é vital, promovendo bem-estar e beneficiando organizações. Saiba mais sobre este cenário e a importância das oportunidades.

Principais Tópicos O trabalho é fundamental para a saúde, autonomia e participação social de mulheres com deficiência. No Brasil, 8,3 milhões de mulheres vivem com alguma deficiência, representando a maioria das pessoas com deficiência. Elas enfrentam desigualdades significativas no mercado de trabalho formal, com menor representatividade e salários inferiores. Mulheres com deficiência apresentam menor cobertura por planos de saúde e maior frequência de doenças crônicas. A inclusão laboral beneficia tanto as profissionais quanto as empresas, promovendo ambientes mais colaborativos e inovadores.

O trabalho é fundamental para a saúde, autonomia e participação social de mulheres com deficiência.

No Brasil, 8,3 milhões de mulheres vivem com alguma deficiência, representando a maioria das pessoas com deficiência.

Elas enfrentam desigualdades significativas no mercado de trabalho formal, com menor representatividade e salários inferiores.

Mulheres com deficiência apresentam menor cobertura por planos de saúde e maior frequência de doenças crônicas.

A inclusão laboral beneficia tanto as profissionais quanto as empresas, promovendo ambientes mais colaborativos e inovadores.

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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

O trabalho é um dos principais determinantes sociais da saúde . Além de garantir renda, fortalece a autoestima , amplia o acesso aos serviços de saúde e favorece a autonomia e a participação na vida em sociedade.

Poucos grupos revelam essa relação de forma tão evidente quanto as mulheres com deficiência . O Brasil tem 14,4 milhões de pessoas com deficiência . Destas, 8,3 milhões são mulheres e 6,1 milhões são homens, segundo o Censo Demográfico de 2022 do IBGE.

Enquanto 8,1% das mulheres brasileiras vivem com algum tipo de deficiência, entre os homens esse percentual é de 6,4% . Entre as pessoas com 70 anos ou mais, a prevalência chega a 29,5% nas mulheres e a 24,9% nos homens.

Embora as mulheres representem cerca de 44% dos empregos formais, elas correspondem a apenas 38% das pessoas com deficiência empregadas formalmente.

Segundo o IBGE, em 2024, mulheres sem deficiência recebiam, em média, 78,9% do rendimento dos homens . Entre mulheres com deficiência, esse percentual caía para 72% .

A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) mostra que mulheres com deficiência apresentam menor cobertura por planos de saúde , especialmente entre pretas e pardas , evidenciando como diferentes desigualdades se acumulam.

O emprego formal fortalece a proteção social e amplia as possibilidades de acesso à prevenção , ao diagnóstico precoce , ao tratamento e à reabilitação .

A PNS também mostra que mulheres com deficiência convivem mais frequentemente com doenças crônicas e utilizam mais os serviços de saúde, refletindo necessidades assistenciais permanentes.

Muitas vezes, também demandam tecnologias assistivas , como cadeiras de rodas , próteses , órteses , aparelhos auditivos e outros recursos que favorecem a mobilidade , a comunicação e a autonomia.

+Leia também: Com receita, sem acesso: o drama de quem vive com doenças raras e deficiências

O trabalho representa muito mais que renda. Significa autonomia, proteção social, autoestima e melhores condições para cuidar da própria saúde física e mental . E vale reforçar que a deficiência não é obstáculo .

Por isso, empresas comprometidas com a inclusão precisam olhar para toda a trajetória dessas profissionais. Assim, devem promover processos seletivos acessíveis, participação em programas de estágio, trainee e desenvolvimento de lideranças, além de acesso a capacitações e mentorias, com critérios transparentes para promoções e oportunidades reais de ocupar projetos estratégicos e posições de decisão.

+Leia mental: Cuidar é incluir: a jornada para mudar a vida das crianças com deficiência

Esse compromisso beneficia também as próprias organizações. Ambientes inclusivos são mais colaborativos , inovadores e saudáveis. Ao remover barreiras para pessoas com deficiência, as empresas constroem relações de trabalho melhores para todos.

Ao longo da minha trajetória como auditor fiscal do Trabalho e coordenador da Câmara Paulista para Inclusão da Pessoa com Deficiência no Mercado de Trabalho Formal, testemunhei inúmeras histórias que desmentem qualquer associação entre deficiência e incapacidade .

Conheci mulheres que lideram equipes, coordenam projetos, inovam e transformam organizações. O que permitiu esse protagonismo não foi a ausência da deficiência, mas a presença de oportunidades .

*José Carlos do Carmo é médico, mestre em Saúde Pública, auditor fiscal do Trabalho aposentado e coordenador da Câmara Paulista para Inclusão da Pessoa com Deficiência no Mercado de Trabalho Formal.

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