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Pesquisa revela que grande parte da população desconhece a mitigação do risco de câncer, impactando a prevenção
Introdução Uma pesquisa revela que 27% dos brasileiros desconhecem que o risco de câncer é mitigável, impactando a prevenção. Com 781 mil novos casos previstos este ano, o estudo aponta para a urgência de políticas públicas eficazes, baseadas em evidências científicas, e para o engajamento da população em hábitos saudáveis e na cobrança por ações governamentais.
Principais Tópicos Quase 30% dos brasileiros não sabem que o risco de câncer pode ser mitigado. A pesquisa prevê 781 mil novos casos de câncer no Brasil este ano. É fundamental exigir políticas como combate a cigarros eletrônicos e ambientes sem ultraprocessados. A experiência das campanhas antitabagistas destaca a urgência de aplicar a ciência na prevenção. A cobrança por investimentos em prevenção deve ser prática, local e intersetorial.
Quase 30% dos brasileiros não sabem que o risco de câncer pode ser mitigado.
A pesquisa prevê 781 mil novos casos de câncer no Brasil este ano.
É fundamental exigir políticas como combate a cigarros eletrônicos e ambientes sem ultraprocessados.
A experiência das campanhas antitabagistas destaca a urgência de aplicar a ciência na prevenção.
A cobrança por investimentos em prevenção deve ser prática, local e intersetorial.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
O câncer não é uma sina — mas nem todo mundo está ciente disso. Uma pesquisa que ouviu 6,5 mil brasileiros mostra que 27% não sabem que o risco da doença pode ser mitigado.
A falta de conhecimento é uma barreira para que a população adote hábitos saudáveis e demande políticas públicas eficazes de prevenção. Só neste ano estão previstos 781 mil novos casos de câncer .
“É preciso exigir o combate rigoroso ao uso e à venda de cigarros eletrônicos , a atenção para o desenho urbano e a garantia de ambientes livres de ultraprocessados ”, defende a nutricionista Evelyn Santos, gerente da Umane, associação que realizou o levantamento com a Vital Strategies.
A pesquisa teve apoio do Instituto Devive e do Instituto Nacional de Câncer (Inca).
O grau de informação
O percentual de entrevistados que reconhecem fatores de risco para o câncer
Palavra de Especialista
VEJA SAÚDE: Nove a cada dez pessoas reconhecem o fumo como um fator de risco para o câncer. O que podemos aprender com as décadas de campanhas antitabagistas e aplicar com outros fatores de risco menos conhecidos, como sedentarismo e alto consumo de carne vermelha ?
Evelyn Santos: O principal aprendizado é evitar que o intervalo entre a descoberta científica e a política pública seja tão longo.
Os primeiros grandes estudos associando o cigarro ao câncer foram publicados em 1950. Quantas vidas perdemos nas décadas que demoramos para vencer o forte lobby da indústria que lucrou muito com todo esse sofrimento, até implementarmos algumas das intervenções como aumento de impostos, ambientes livres de fumo e restrição de publicidade?
A lição que fica para os fatores como sedentarismo e má alimentação é que precisamos nos organizar para que a ciência vire política pública mais rapidamente. Não podemos esperar mais de 50 anos para proteger a saúde da população após validar, de forma inequívoca, os impactos negativos de cada um dos produtos nocivos que vão surgindo ao longo do tempo.
Como podemos cobrar das autoridades/governos que invistam mais na prevenção do câncer (e não apenas no tratamento)? Investir, por exemplo, no acesso à atividade física, no acesso à alimentação de qualidade, em vacinas, em combate à poluição atmosférica etc.
A cobrança precisa ser prática, local e intersetorial. Começar por exigir a fiscalização das regulamentações já existentes, como o combate rigoroso ao uso e venda de cigarros eletrônicos nos municípios.
A atenção para o desenho urbano também é importante, para cobrar do executivo e legislativo locais a criação de espaços seguros e iluminados que promovam a mobilidade ativa e o exercício físico .
E no eixo da alimentação, a pressão deve focar em garantir ambientes livres de ultraprocessados e dos conflitos de interesse das indústrias em ações em espaços públicos, especialmente nas escolas, restaurantes e eventos públicos, dado o enorme volume de pessoas impactadas.
Por fim, entender e valorizar a importância das políticas públicas que operam de forma integrada, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Saúde na Escola (PSE). Eles mostram que a prevenção não se faz apenas em hospitais, mas na construção de ambientes urbanos e sociais mais saudáveis.
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