Ao leitor: os dois lados da história das canetas emagrecedoras

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Reportagens da edição de julho de VEJA SAÚDE retratam o avanço médico no tratamento da obesidade e o perigo de um mercado paralelo de produtos irregulares

Introdução As canetas emagrecedoras representam um avanço no tratamento da obesidade, mas também alimentam um mercado paralelo de produtos ilegais e falsificados. Conheça os avanços científicos e os perigos das versões piratas, incluindo casos como “Mounjaro do Paraguai” e a retatrutida clandestina.

Principais Tópicos O avanço científico no tratamento da obesidade por meio de novas medicações. O crescimento do mercado paralelo de canetas emagrecedoras ilegais e falsificadas. Os riscos associados a produtos sem comprovação de estudos ou controle de qualidade. A proliferação de fenômenos como o “Mounjaro do Paraguai” e a venda clandestina da retatrutida, medicamento ainda em pesquisa. A distorção do uso dessas substâncias para fins estéticos, impulsionando a ilegalidade.

O avanço científico no tratamento da obesidade por meio de novas medicações.

O crescimento do mercado paralelo de canetas emagrecedoras ilegais e falsificadas.

Os riscos associados a produtos sem comprovação de estudos ou controle de qualidade.

A proliferação de fenômenos como o “Mounjaro do Paraguai” e a venda clandestina da retatrutida, medicamento ainda em pesquisa.

A distorção do uso dessas substâncias para fins estéticos, impulsionando a ilegalidade.

Este resumo foi útil? 👍 👎 Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

Você prefere começar com a boa ou a má notícia? Desculpe, eu também não curto esse tipo de pergunta, mas ela é inevitável quando falamos nas populares “ canetas emagrecedoras ”.

De um lado, vivenciamos um tremendo avanço científico diante de um dos maiores desafios do século 21, a pandemia de obesidade . Do outro, assistimos ao crescimento de um mercado paralelo com produtos ilegais e indicações que distorcem as razões pelas quais esses medicamentos foram criados.

Sim, essa é uma história que tem capítulos animadores e outros tenebrosos. E foi por isso que resolvemos apostar numa reportagem de capa em dose dupla, trazendo o empolgante universo das pesquisas com novas medicações para o tratamento do excesso de peso e, na sequência, um retrato da escalada das soluções piratas, drogas falsificadas ou sem autorização para uso no país.

É fato: as canetas emagrecedoras mudaram o jeito de encarar o emagrecimento . Só que, se ajudaram a colocar a obesidade na posição de uma condição crônica e complexa, que requer uma abordagem terapêutica — como se faz com a hipertensão ou o colesterol alto —, também desataram uma corrente de aspirações estéticas e lucrativas alimentadas por influenciadores digitais, celebridades e profissionais, que não hesitaram em partir para as versões ilícitas, sem comprovação de estudos e controle de qualidade.

Vimos a ascensão de um fenômeno rotulado como “Mounjaro do Paraguai” — nada contra o país vizinho, mas boa parte dos produtos irregulares vem de lá —, defendido e propagandeado por prescritores e usuários. E o exemplo mais surreal dessa tendência, que os órgãos regulatórios e a polícia federal têm tentado combater, está na retatrutida .

Ela é o medicamento mais potente para a obesidade de que se tem notícia. E já está sendo vendida, por baixo do pano, em ampolas e frascos por aí. Só tem um detalhe: o remédio ainda está em fase de pesquisa e não foi aprovado em nenhum lugar do mundo.

A versão original realmente é uma promessa e tanto, como você vai ver em nosso especial; já a fajuta… Bem, não dá para garantir nem sequer se é retatrutida o que estão oferecendo, como revelam as jornalistas Ingrid Luisa e Layla Shasta na matéria A Máquina das Picadas Irregulares .

Mas, antes de mergulhar nessas páginas sombrias da história, eu quero convidá-lo a vislumbrar os novos capítulos envolvendo as canetas para o excesso de peso — estas obtidas à custa de muito estudo sério. Pois, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, estamos aqui para esclarecer e apoiar nossos leitores em suas decisões.

Direto de Barcelona

A editora Chloé Pinheiro esteve na exuberante cidade espanhola para cobrir um congresso europeu focado em doenças do fígado .

Ali foram apresentados os estudos com um remédio inédito que pretende ser um divisor de águas no tratamento da hepatite B , uma das principais causas de câncer hepático.

Nossa correspondente acompanhou tudo em primeira mão — e relata os progressos a partir da página 42 ( Matéria “Hepatites virais: novos medicamentos surgem e miram na cura das doenças”, disponível para leitura online no Go Read ).

“Voltei cheia de informações e com ótimas experiências gastronômicas na bagagem”, diz.

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