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Apesar do "láctea" do nome, formulação rica em açúcar entrega bem poucos benefícios tipicamente associados ao leite
Historicamente usada na alimentação infantil, a farinha láctea começou a ganhar popularidade também entre adultos, com usos um tanto distantes daqueles a que estávamos acostumados.
Tem quem goste de inseri-la em receitas por uma nostalgia dos sabores da infância, mas novas tendências sugerem que incluí-la na rotina poderia ser uma forma fácil de bater metas de calorias e obter nutrientes.
É bom ter cuidado com a trend : embora as farinhas lácteas normalmente sejam fortificadas com vitaminas e minerais , elas estão longe de ser a melhor forma de acrescentar esses itens no seu dia a dia.
Além disso, outros ingredientes presentes na mistura, em particular o açúcar , tornam muito fácil “errar na dose” e acabar ganhando peso sem querer.
Entenda melhor essa história e se a farinha láctea é para você.
O que tem na farinha láctea
Esqueça momentaneamente o “láctea” e se concentre na primeira parte do nome: trata-se de uma farinha , afinal. E, nas marcas mais comuns do mercado, ela costuma ser de trigo .
Para dar um empurrãozinho nutricional, ela geralmente é enriquecida com componentes benéficos como o ferro e o ácido fólico .
Por si só, a farinha de trigo não representa um problema, desde que você não tenha algum tipo de intolerância ao glúten ou doença celíaca .
Mas os pontos de mais atenção começam a vir na sequência: farinhas lácteas são riquíssimas em açúcar. Tem tanto açúcar, na verdade, que sua proporção na mistura geralmente é até maior do que o leite em pó que a torna “láctea”.
Está em dúvida? Confira a lista de ingredientes, que enumera os itens da maior proporção para a menor – o mais comum é que a ordem seja farinha, açúcar e só então o leite em pó integral (seguidos depois por componentes presentes em quantidades ainda menores, como sal e aromatizantes, entre outros).
Em geral, de cada porção de 30 gramas de farinha láctea, cerca de 20 gramas são carboidratos, e 10 deles (um terço do total!) representam açúcar adicionado.
Ou seja: se você precisa controlar a ingestão de açúcar, por conta do diabetes, pela busca de perda de peso ou outra questão de saúde, pode ser uma boa ideia procurar produtos diferentes.
+Leia também: Farinha de linhaça: saiba como colocar na dieta e os benefícios
Vale a pena investir nela?
Tudo depende dos seus objetivos. Nutricionalmente, a farinha láctea não é a melhor opção para inserir na sua rotina.
Apesar do “láctea” do nome, benefícios tipicamente associados ao leite são bastante secundários na formulação: em termos de macronutrientes , ela entrega poucas proteínas e gorduras boas, engolidas em um oceano de carboidratos. Também é um item com poucas fibras .
Mesmo as vitaminas e minerais adicionados à farinha láctea não necessariamente têm nesse produto sua fonte mais eficiente.
Outros alimentos mais naturais ou até a suplementação, quando necessário, costumam fazer mais sentido para quem realmente precisa incrementar sua ingestão de ferro, ácido fólico e outros componentes.
Mas a farinha láctea pode ser uma alternativa para quem precisa ganhar peso rapidamente , já que tem uma grande quantidade de calorias concentrada em porções bem pequenas (30 gramas, a medida padrão para usar em um copo, rende cerca de 120 calorias), e está com dificuldades para conseguir manter uma dieta hipercalórica só com sólidos.
Ainda assim, é bom tomar cuidado para não exagerar na dose e adicionar calorias demais com nutrientes de menos. Em qualquer tipo de adequação alimentar (não importa se é para ganhar ou perder peso), vale ter moderação e orientação adequada para montar um plano que se adeque aos seus objetivos e permita chegar lá sem abrir mão da saúde.
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