É isso que acontece com o seu cérebro quando você ouve música

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Todos sabem os benefícios das músicas para nossas vidas, inclusive a Ciência, que a utiliza para fins terapêuticos

Introdução A música influencia o cérebro, liberando neurotransmissores que modulam emoções, reduzem estresse, ansiedade e aliviam dores. Seus efeitos, comprovados cientificamente, não se limitam ao gosto pessoal, mas dependem de elementos objetivos como ritmo e harmonia, sendo ferramenta terapêutica em diversas situações.

Principais Tópicos A música ativa múltiplas áreas do cérebro, liberando neurotransmissores como dopamina, endorfina e serotonina. Seus efeitos terapêuticos não se limitam ao gosto individual, dependendo de estruturas musicais como ritmo e harmonia. A música atua neurofisiologicamente, sincronizando com ondas cerebrais e liberando neurotransmissores específicos que induzem relaxamento ou excitação. É utilizada em contextos hospitalares para modular parâmetros fisiológicos, reabilitação e modulação emocional. Uma escuta consciente da música serve como ferramenta de autocuidado, atuando no corpo, mente e emoções.

A música ativa múltiplas áreas do cérebro, liberando neurotransmissores como dopamina, endorfina e serotonina.

Seus efeitos terapêuticos não se limitam ao gosto individual, dependendo de estruturas musicais como ritmo e harmonia.

A música atua neurofisiologicamente, sincronizando com ondas cerebrais e liberando neurotransmissores específicos que induzem relaxamento ou excitação.

É utilizada em contextos hospitalares para modular parâmetros fisiológicos, reabilitação e modulação emocional.

Uma escuta consciente da música serve como ferramenta de autocuidado, atuando no corpo, mente e emoções.

Este resumo foi útil? 👍 👎 Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

Nascemos com um complexo e maravilhoso dispositivo de musicoterapia acoplado ao nosso organismo, capaz de transformar música em saúde e bem-estar: o nosso cérebro .

Salvo disfunções específicas, ele induz respostas orgânicas de forma quase automática. A música ativa múltiplas áreas do cérebro , liberando neurotransmissores, como dopamina , endorfina e serotonina .

A relação pode envolver desde o prazer imediato ao ouvir algo de que gostamos até processos neurofisiológicos complexos, capazes de modular emoções, reduzir estresse e ansiedade , aliviar dores e influenciar aspectos como batimento cardíaco e respiração.

Pesquisadora sênior do Einstein, Eliseth Leão explica que o efeito da música não se limita ao gosto individual . Determinadas estruturas musicais possuem potencial terapêutico independentemente da preferência pessoal.

Por exemplo, uma pessoa pode não gostar de música erudita e ainda assim experimentar relaxamento ou conforto ao ouvi-la.

Isso ocorre porque a música é composta por elementos objetivos que são processados pelo cérebro em milissegundos : ritmo, harmonia, tonalidade, timbre, intensidade, presença ou ausência de letra.

Como cada estilo musical é interpretado pela cérebro?

A música é uma onda sonora que se propaga no ar, entra pelo sistema auditivo e é interpretada pelo cérebro. Esse processamento envolve uma sincronização entre estímulos externos e ondas cerebrais – um fenômeno chamado de ressonância .

Dependendo do tipo de som, diferentes padrões de ondas cerebrais são ativados, o que resulta na liberação de neurotransmissores específicos.

Estudos mostram que músicas em tonalidades maiores tendem a ser associadas à alegria , enquanto tonalidades menores evocam sentimentos mais introspectivos ou melancólicos .

O cérebro reconhece essas características imediatamente , o que pode tanto induzir emoções novas quanto reforçar estados emocionais já existentes.

+Leia também: Cérebros de dançarinos sincronizam ao dançar – e isso pode protegê-los no envelhecimento

Sons intensos e abruptos estimulam a liberação de adrenalina . Com isso, eles preparam o corpo para situações de estresse, perigo ou excitação. Assim, também ativam a resposta de “lutar ou fugir”, aumentando a frequência cardíaca , a pressão arterial e o fluxo sanguíneo para músculos e cérebro.

Já músicas de andamento lento , com frequências mais baixas e estruturas repetitivas, tendem a induzir estados de relaxamento , associados à liberação de endorfinas , substâncias relacionadas à sensação de prazer e bem-estar.

Mais benesses das canções para corpo e mente

Em estados ainda mais profundos de relaxamento ou de sono, há ainda estímulo à liberação do hormônio do crescimento , essencial para os processos de recuperação corporal.

Músicas com letra costumam ativar áreas ligadas à imaginação e à linguagem , enquanto músicas instrumentais podem favorecer estados meditativos .

Eliseth Leão lembra que, em contextos hospitalares, intervenções musicais já demonstraram efeitos positivos sobre parâmetros fisiológicos, como frequência cardíaca, respiração, pressão arterial e tensão muscular.

Há também aplicações específicas, como no processo de reabilitação de pacientes que tiveram acidente vascular cerebral (AVC) ou têm Parkinson. Músicas com ritmo binário auxiliam a marcha e a coordenação motora, enquanto outros ritmos podem gerar desorientação.

A música também atua como um gatilho de memória emocional. Canções marcam períodos da vida, relacionamentos e experiências. Muitas pessoas conseguem recordar décadas inteiras a partir de músicas específicas, associadas a namoros, rupturas ou eventos marcantes.

Nesse sentido, a música evoca sentimentos armazenados e permite que sejam revividos, elaborados e, em alguns casos, ressignificados.

Esse mecanismo explica por que motivo, após uma separação amorosa, a pessoa pode ouvir repetidamente a música que marcara o relacionamento, chorando enquanto o faz, e, num segundo momento, escolher uma música bem alegre para mudar o próprio estado de ânimo.

Trata-se da chamada modulação emocional pela música . Em pacientes internados, por exemplo, uma cuidadosa seleção de músicas pode ajudar a pessoa a transitar de um estado emocional mais triste ou ansioso para outro mais tranquilo ou esperançoso.

Em resumo, a música é uma experiência complexa que molda a estrutura e a função cerebral . Ela já faz bem quando ouvida apenas como entretenimento, mas tem um importante papel a cumprir também quando há outros objetivos em foco, como reduzir o estresse, nos acalmar ou nos energizar (para encarar uma corrida ou uma academia, por exemplo).

E aqui não há uma receita pronta, com repertórios preestabelecidos. O essencial é desenvolver uma escuta consciente : perceber por qual “porta” a música nos chega – pela emoção, pela mente ou por uma experiência mais profunda de introspecção.

Esse é um bom caminho para usufruirmos a música como um meio para o autocuidado, capaz de atuar simultaneamente no corpo, na mente e nas emoções. Seu uso consciente – seja em hospitais, em práticas terapêuticas ou na rotina pessoal – pode ampliar as estratégias de promoção da saúde e do bem-estar.

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