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Usada por Neymar e Cristiano Ronaldo, a terapia chamado de PRP ganhou fama como uma espécie de “injeção da recuperação”; entenda como ela age e se é eficaz
Introdução O Plasma Rico em Plaquetas (PRP), famoso entre atletas como Neymar e Nadal, é analisado. Entenda como essa terapia, derivada do próprio sangue, funciona, por que é tão usada no esporte de elite e seus reais limites. Dr. Pedro Debieux detalha que o PRP não é uma solução milagrosa, mas uma ferramenta da medicina regenerativa que requer indicações precisas.
Principais Tópicos O que é o Plasma Rico em Plaquetas (PRP) e como é produzido a partir do próprio sangue. A popularidade do PRP no esporte de alto rendimento e o impacto na recuperação de atletas. Por que o PRP não é uma “solução milagrosa” e faz parte de um tratamento multidisciplinar. As lesões para as quais o PRP apresenta benefícios mais consistentes, como artrose inicial e tendinopatias crônicas. A evolução da medicina regenerativa e a busca por indicações e aplicações mais personalizadas do PRP.
O que é o Plasma Rico em Plaquetas (PRP) e como é produzido a partir do próprio sangue.
A popularidade do PRP no esporte de alto rendimento e o impacto na recuperação de atletas.
Por que o PRP não é uma “solução milagrosa” e faz parte de um tratamento multidisciplinar.
As lesões para as quais o PRP apresenta benefícios mais consistentes, como artrose inicial e tendinopatias crônicas.
A evolução da medicina regenerativa e a busca por indicações e aplicações mais personalizadas do PRP.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Poucos tratamentos despertaram tanta curiosidade no esporte quanto o plasma rico em plaquetas , mais conhecido pela sigla PRP . Nos últimos anos, diversos atletas de elite recorreram à terapia em momentos importantes, como Neymar e Rafael Nadal, passando também por Cristiano Ronaldo, Rodrigo Garro e o jovem Estevão.
A popularidade tem ajudado, assim, a criar a imagem de que ela seria uma solução quase milagrosa para acelerar a recuperação de lesões . Mas a realidade é bem mais complexa .
O PRP é produzido a partir do próprio sangue do paciente . Após um processo de centrifugação, obtém-se uma concentração de plaquetas e de substâncias chamadas fatores de crescimento , que participam dos mecanismos naturais de reparo dos tecidos.
A ideia por trás do tratamento é simples: utilizar elementos do próprio organismo para estimular processos de recuperação em determinadas lesões musculares, tendíneas , ligamentares ou articulares.
+Leia também: Idade de Neymar e outros em 2030: quando um jogador fica “velho demais” pra Copa?
Por que tantos atletas usam PRP?
No esporte de alto rendimento, tempo é um recurso valioso. Cada semana longe das competições pode representar perda de desempenho, títulos e até prejuízos financeiros.
Por isso, qualquer tratamento que ofereça a possibilidade de melhorar a recuperação naturalmente desperta interesse de atletas, equipes médicas e clubes.
Casos de jogadores de futebol e de grandes nomes do tênis que recorreram ao PRP ajudaram a popularizar a técnica em todo o mundo. O problema é que, muitas vezes, criou-se a impressão de que a terapia seria responsável, sozinha , pelo retorno desses atletas às competições.
Isso raramente corresponde à realidade .
A recuperação de um atleta de elite envolve uma combinação de fatores: fisioterapia intensiva, controle de carga, preparação física, nutrição, qualidade do sono , acompanhamento médico multidisciplinar e, em alguns casos, o uso de terapias complementares, entre elas o PRP.
PRP serve para quê?
A medicina baseada em evidências trouxe uma visão mais equilibrada sobre o tratamento.
Hoje sabemos que o PRP não funciona da mesma forma para todas as lesões . Existem situações em que os estudos mostram benefícios mais consistentes, como alguns casos de artrose inicial do joelho e determinadas tendinopatias crônicas.
Em outras condições, os resultados são mais modestos ou ainda inconclusivos . Isso significa que o fato de um atleta famoso ter utilizado PRP não quer dizer que o tratamento seja indicado para qualquer pessoa ou para qualquer lesão .
Assim, a pergunta até deixou de ser “ o PRP funciona? ”, mas ainda é preciso responder “ para quem ele funciona e em quais situações ?”.
Mas, apesar desse impacto negativo, curiosamente, a popularização do PRP entre atletas também teve um efeito positivo . Ela estimulou um enorme número de pesquisas e ajudou a impulsionar o desenvolvimento da medicina regenerativa .
Hoje, sabemos que não existe apenas um tipo de PRP . As concentrações de plaquetas, a presença de células inflamatórias e a forma de aplicação podem variar bastante. Isso ajuda a explicar por que alguns pacientes apresentam resultados muito bons e outros, nem tanto.
A tendência atual é caminhar para tratamentos cada vez mais personalizados , com indicações mais precisas e aplicações guiadas por imagem, sempre integradas a um programa adequado de reabilitação.
O PRP continua sendo uma ferramenta interessante da ortopedia moderna, mas deixou de ser visto como um tratamento milagroso .
Talvez a maior lição deixada pelos atletas que utilizaram a terapia seja justamente essa: no esporte e na medicina, raramente existe uma solução única . A recuperação é quase sempre resultado de um conjunto de estratégias bem indicadas e cuidadosamente planejadas.
O PRP pode fazer parte dessa equação . Mas, como a própria ciência vem mostrando, seu maior potencial não está em ser usado por todos , e sim em ser usado da maneira certa, no paciente certo e no momento certo.
Em outras palavras, o PRP é uma tecnologia promissora, mas ainda em evolução, que exige mais estudos de alta qualidade para definir com precisão quando, como e para quem ela realmente funciona.
*Pedro Debieux Vargas Silva é ortopedista, pós-doutorado na Universidade de Connecticut e membro da Brazil Health.
(Este conteúdo foi produzido por meio de uma parceria exclusiva entre VEJA SAÚDE e Brazil Health )
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