
Logotipo Veja Saúde Marca textual estilizada da Veja Saúde ×
Já sou assinante Sair
Olá, Usuário
Sociedade Brasileira de Anestesiologia lança guia para esclarecer principais questões sobre o tema
Introdução A Sociedade Brasileira de Anestesiologia esclarece dúvidas frequentes sobre anestesias. Entenda o preparo, os tipos, a importância da conversa com o médico e os riscos envolvidos. Obtenha informações essenciais para sua segurança e tranquilidade antes de procedimentos cirúrgicos.
Principais Tópicos Como se preparar para a anestesia, incluindo jejum e informações clínicas relevantes. A necessidade de suspender medicamentos e informar sobre uso de substâncias antes do procedimento. Os principais tipos de anestesia: local, regional e geral, e a decisão conjunta com o médico. Responsabilidades do médico anestesiologista e como verificar sua qualificação. Esclarecimentos sobre riscos, efeitos colaterais e o processo de recuperação pós-anestésica.
Como se preparar para a anestesia, incluindo jejum e informações clínicas relevantes.
A necessidade de suspender medicamentos e informar sobre uso de substâncias antes do procedimento.
Os principais tipos de anestesia: local, regional e geral, e a decisão conjunta com o médico.
Responsabilidades do médico anestesiologista e como verificar sua qualificação.
Esclarecimentos sobre riscos, efeitos colaterais e o processo de recuperação pós-anestésica.
Este resumo foi útil? 👍 👎 Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Este resumo foi útil?
Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Poucos procedimentos médicos são tão frequentes e, ainda assim, geram tanta dúvida e apreensão quanto as anestesias . Por isso, a Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA) acaba de lançar um guia básico que contempla as principais perguntas e respostas em torno do assunto.
“Ele traz uma noção geral do que é a anestesia e de sua importância em exames e tratamentos, só cabe lembrar que nada substitui a conversa entre médico e paciente”, diz Vicente Faraon Fonseca, presidente da SBA.
A seguir, compartilhamos questões comuns respondidas pela entidade para você ter mais segurança e conhecimento antes dos procedimentos.
Como funciona o preparo para a anestesia?
O paciente não deve deixar de perguntar quais são os exames de laboratório necessários, horário de internação e se é necessário jejum, lembrando que a água está incluída nas especificações do jejum.
O paciente deve pedir esclarecimento e orientação sobre o tipo de anestesia a que será submetido. Isso lhe dará mais segurança e tranquilidade.
Deve ainda informar ao médico anestesiologista se tem, ou já teve, doenças como asma, diabetes, hipertensão arterial, insuficiência cardíaca ou infarto do miocárdio.
Antes da anestesia, o paciente precisa suspender os medicamentos que costuma tomar?
Alguns medicamentos têm de ser suspensos temporariamente antes da cirurgia . Quem informa sobre isso é o médico anestesiologista. Se o paciente usa alguma droga ilegal, como cocaína, crack, maconha, faz uso de estimulantes ou anabolizantes, ou ainda se é portador de doença infectocontagiosa , ele não deve deixar de falar com o anestesiologista sobre isso.
As interações entre substâncias e os anestésicos podem causar graves risco à saúde e à vida do paciente. Como médico, ele tem obrigação legal de guardar segredo profissional, não só sobre esse assunto, como sobre qualquer outro.
Quanto mais informações o paciente der, melhor. Com todas as informações, juntos, o anestesiologista e o cirurgião, terão melhores condições de planejar e executar seu trabalho com sucesso.
Quais os tipos de anestesia existentes?
Existem basicamente três modalidades.
Na anestesia local , o anestésico é aplicado somente no local da cirurgia. Na anestesia regional , há o uso de anestésico local em área de abrangência maior em relação à região do corpo onde será realizada a cirurgia, mas com preservação da consciência.Exemplo: na raquianestesia para cirurgia de varizes ou parto cesáreo .
Já na anestesia geral , o paciente fica inconsciente. Pode ser aplicada por diferentes vias, incluindo pela veia ou por inalação (através da respiração, o anestésico é inalado e entra no organismo pelos pulmões).
O paciente pode escolher o tipo de anestesia?
O médico anestesiologista, após avaliar o paciente, apresentará as opções tecnicamente possíveis para a cirurgia em questão. Vantagens e desvantagens de cada alternativa deverão ser apresentadas, assim como possíveis complicações.
Ao fim da consulta, o médico anestesiologista e o paciente decidirão, conjuntamente, que tipo de anestesia será administrada, considerando-se, portanto, aspectos técnicos e a autonomia do paciente.
Toda cirurgia necessita de anestesia?
Cirurgia significa o tratamento de doenças utilizando-se processos operatórios manuais e instrumentais , estando implícito, portanto, maior ou menor agressão à integridade do corpo, o que, em pessoas normais, irá determinar o desencadeamento do sintoma doloroso.
Assim, a boa prática médica moderna impõe o emprego de algum método anestésico durante a realização de procedimentos cirúrgicos.
Anestesia tem de ser feita por um médico anestesiologista?
Há muitos procedimentos que dispensam o acompanhamento do médico anestesiologista, pois, por necessitarem de baixas doses de anestésicos locais, podem ser realizados pelo próprio cirurgião sem maiores riscos.
Geralmente, são cirurgias mínimas, como a retirada de uma lesão na pele , por exemplo.
De qualquer modo, ainda nestes mesmos procedimentos, pode vir a ser imprescindível a presença do médico anestesiologista, como em casos de crianças ou pacientes muito ansiosos .
É importante lembrar que o médico responsável pelo procedimento não deve ser o mesmo a administrar a sedação profunda. Dividir a atenção entre as duas funções pode comprometer a segurança.
Por isso, a sedação deve sempre ser conduzida por um médico especializado.
É necessário passar por uma consulta com o médico anestesiologista antes de uma cirurgia?
Sim, qualquer paciente deve conhecer seu médico anestesiologista antes de submeter-se a uma cirurgia. O médico anestesiologista, para bem realizar o ato anestésico, deverá conhecer o estado de saúde do paciente, assim como os exames e pontos importantes de sua história clínica atual e passada.
Essa entrevista será mais bem realizada em uma consulta ambulatorial prévia à internação do paciente para a cirurgia programada, mas poderá ocorrer durante a internação, no momento da visita pré-anestésica, sempre obrigatória antes de qualquer anestesia.
Quando o paciente pode ficar acordado ou não durante a cirurgia?
Na anestesia local ou regional, o paciente pode ficar acordado ou não . Em cirurgias rápidas em pacientes calmos, não há necessidade de ficar inconsciente.
Em cirurgias mais longas ou em pacientes mais nervosos, é comum a utilização de sedação, ou seja, o paciente ficará dormindo durante a cirurgia. Na anestesia geral, o paciente estará inconsciente durante todo o procedimento.
Quanto tempo dura uma anestesia?
O tempo de duração de uma anestesia deverá ser proporcional ao tempo estimado para a cirurgia. O médico anestesiologista poderá manter a anestesia por quanto tempo for necessário, sem interrupção.
Quais os principais riscos ao se submeter a uma anestesia?
A anestesia evoluiu muito nas últimas décadas, de modo a permitir a realização de procedimentos cirúrgicos cada vez mais complexos.
Ocorre, entretanto, que a anestesia se utiliza de medicamentos cada vez mais potentes, os quais, além de promover alívio da dor, inconsciência e relaxamento muscular, determinam outros efeitos, como por exemplo, a depressão da respiração e do ritmo cardíaco .
Muitos destes efeitos são previsíveis e são, na grande maioria das vezes, contornados pelo médico anestesiologista.
Outras reações, entretanto, não são tão previsíveis e podem trazer problemas inesperados e mais difíceis de serem resolvidos. Felizmente, esses são mais raros.
A questão do risco depende muito, também, de o médico anestesiologista conhecer o estado de saúde do paciente, assim como os pontos importantes de sua história clínica atual e passada.
Há cirurgias, maiores e mais complexas, que também contribuem para que o risco do ato anestésico-cirúrgico, como um todo, esteja aumentado.
Quais os principais efeitos colaterais de uma anestesia?
São diversos os tipos de anestésicos que são utilizados em um procedimento cirúrgico, conforme a situação que se apresenta, com suas peculiaridades e necessidades.
Também são diversos os tipos de efeitos colaterais dos anestésicos. Os mais comuns são náuseas e vômitos. “Dor de cabeça” também é um sintoma possível. Podem também acontecer calafrios e tremores, conforme o tipo de anestesia. Seu médico será capaz de atendê-lo e contornar as complicações.
Qual é a responsabilidade do médico anestesiologista antes, durante e após a cirurgia?
Pode-se dizer que o anestesiologista é o “guardião do paciente” durante o procedimento cirúrgico ou o exame a que ele será submetido. Suas responsabilidades, e as dos hospitais, estão detalhadamente descritas na Resolução nº 2174/2017 do Conselho Federal de Medicina.
O anestesiologista monitoriza as funções vitais, intervindo e corrigindo imediatamente quando necessário; atenua as ações dos processos orgânicos gerados pela cirurgia (que chamamos de “trauma cirúrgico”); hidrata e repõe perdas de líquidos ou sangue e derivados, quando necessários; previne e estabelece uma estratégia para o controle da dor pós-operatória; controla a exposição do paciente a características do ambiente cirúrgico, tais como frio ou calor excessivo.
Como é a volta do paciente à consciência e à sensibilidade após a anestesia?
O médico anestesiologista deve observar o paciente até que estejam encerrados os principais efeitos relacionados à anestesia administrada. Para isto, há um setor especial, no qual a maioria dos pacientes permanece após a anestesia e a cirurgia – a Sala de Recuperação Pós-Anestésica (SRPA) –, na qual o paciente será observado de maneira contínua.
Sala de recuperação é sinônimo de complicação?
Não. A Sala de Recuperação permite que o paciente tenha sua pressão arterial, frequência cardíaca, respiração e nível de consciência observados em intervalos regulares, até que se estabeleçam as condições de alta para o quarto ou enfermaria em um estado seguro e com a dor controlada.
Alguns pacientes, considerados graves ou submetidos a grandes cirurgias, podem passar pela Sala de Recuperação ou serem encaminhados diretamente para os Centros de Tratamento Intensivo (CTI) ou outras unidades de acompanhamento.
Como ter certeza de que o médico anestesiologista é qualificado?
O médico anestesiologista deve possuir o título de especialista em Anestesiologia ou o Registro de Qualificação de Especialidade, um documento que comprova que um médico é especialista em uma determinada área da medicina, conforme o Conselho Regional de Medicina (CRM).
Estes títulos são obtidos após aprovação em exames teóricos e práticos, e do treinamento mínimo de três anos em hospital credenciado pelo Ministério da Educação e/ou pela Sociedade Brasileira de Anestesiologia.
Dor crônica: 11 formas de aliviar o sofrimento
OFERTA 7.7
OFERTA 7.7
OFERTA 7.7
Guia do Estudante
OFERTA 7.7
OFERTA 7.7
OFERTA 7.7
OFERTA 7.7
OFERTA 7.7
Viagem e Turismo
OFERTA 7.7
Guia + Veja
Veja + Zero Hora
Leia também no
Abril Comunicações S.A., CNPJ 44.597.052/0001-62 - Todos os direitos reservados.
Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login
Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login
Revista em Casa + Digital Premium
*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app. *Pagamento único anual de R$35,88, equivalente a R$2,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).