Segurar o xixi faz mal? Entenda os riscos do hábito

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Urologista explica como o hábito de adiar a ida ao banheiro pode afetar a bexiga e favorecer infecções urinárias

Introdução Entenda os riscos de segurar a vontade de urinar com frequência. O urologista Dr. Marcos Tobias Machado explica como esse hábito, aparentemente inofensivo, pode afetar a bexiga, favorecer infecções e causar desconfortos. Saiba por que ouvir os sinais do corpo é crucial para a saúde urinária.

Principais Tópicos O hábito de adiar a micção rotineiramente pode comprometer a função da bexiga. A bexiga tem limites de armazenamento e o esforço contínuo afeta seu músculo. Risco aumentado de infecções urinárias e desconfortos abdominais com a retenção. Mulheres apresentam maior vulnerabilidade a infecções urinárias. Sintomas como ardor ou urgência persistente indicam necessidade de avaliação médica.

O hábito de adiar a micção rotineiramente pode comprometer a função da bexiga.

A bexiga tem limites de armazenamento e o esforço contínuo afeta seu músculo.

Risco aumentado de infecções urinárias e desconfortos abdominais com a retenção.

Mulheres apresentam maior vulnerabilidade a infecções urinárias.

Sintomas como ardor ou urgência persistente indicam necessidade de avaliação médica.

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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

Ignorar repetidamente a vontade de urinar pode favorecer infecções , desconfortos e alterações no funcionamento da bexiga . Entenda por que respeitar os sinais do corpo faz diferença.

Quem nunca segurou o xixi por mais tempo do que deveria? Em algum momento da vida, praticamente todo mundo já adiou uma ida ao banheiro porque estava trabalhando, dirigindo, assistindo a um filme ou simplesmente não queria interromper o que estava fazendo.

Na maioria das vezes, isso não representa um problema . O organismo possui mecanismos capazes de armazenar a urina por algumas horas até que seja possível esvaziar a bexiga de forma adequada.

O problema surge quando esse comportamento deixa de ser uma exceção e passa a fazer parte da rotina .

Nos consultórios, é comum encontrar pessoas que passam várias horas sem urinar por causa do trabalho, da escola, da falta de acesso a banheiros adequados ou simplesmente pelo hábito de ignorar a vontade de urinar.

Com o tempo, essa prática pode interferir no funcionamento normal da bexiga e favorecer alguns problemas urinários .

A boa notícia é que entender como o sistema urinário funciona ajuda a perceber por que respeitar os sinais do corpo é tão importante.

A bexiga foi feita para armazenar urina, mas tem limites

A bexiga funciona como um reservatório muscular . À medida que os rins produzem urina, ela vai sendo armazenada até atingir um volume que ativa receptores responsáveis por enviar ao cérebro a sensação de vontade de urinar.

Em adultos saudáveis, a primeira percepção geralmente surge quando a bexiga contém cerca de 150 a 250 mililitros de urina . Conforme o volume aumenta, a vontade torna-se progressivamente mais intensa.

Quando a pessoa decide adiar repetidamente a micção , a bexiga continua se distendendo para acomodar volumes maiores. Eventualmente, o músculo responsável pelo esvaziamento, chamado músculo detrusor , pode ser submetido a um esforço maior do que o ideal.

Isso não significa que uma única situação ocasional causará danos permanentes. O problema está na repetição frequente desse comportamento ao longo dos anos.

Algumas pessoas acabam se acostumando a ignorar os sinais enviados pelo organismo, criando padrões que podem interferir na dinâmica normal da micção.

O hábito repetido pode favorecer desconfortos e infecções

Uma das preocupações relacionadas ao hábito de segurar o xixi por longos períodos é o aumento do risco de infecções urinárias , especialmente em pessoas predispostas.

A urina desempenha um papel importante na eliminação de microrganismos que eventualmente alcancem o trato urinário. Quando o esvaziamento da bexiga ocorre com menor frequência, pode haver mais oportunidade para proliferação bacteriana em determinadas situações.

Mulheres tendem a apresentar maior vulnerabilidade às infecções urinárias devido às características anatômicas do sistema urinário feminino. Por isso, hábitos relacionados à hidratação e à regularidade das micções ganham importância ainda maior.

Além das infecções, algumas pessoas podem desenvolver sensação de peso na região inferior do abdome, desconforto urinário , urgência miccional ou alterações nos padrõe s habituais de esvaziamento da bexiga.

Em casos extremos e incomuns, especialmente quando existem doenças neurológicas associadas ou outras condições médicas, a retenção urinária prolongada pode gerar complicações mais significativas.

Quando é hora de procurar avaliação médica

Nem toda alteração urinária significa doença. Entretanto, alguns sinais merecem atenção .

Ardor ao urinar, aumento excessivo da frequência urinária, dificuldade para esvaziar completamente a bexiga, sensação persistente de urgência, presença de sangue na urina ou episódios recorrentes de infecção urinária devem motivar avaliação médica.

Também é importante observar mudanças graduais que muitas vezes passam despercebidas. Algumas pessoas acreditam que acordar diversas vezes durante a noite para urinar ou apresentar perdas urinárias ocasionais faz parte do envelhecimento normal, quando na verdade esses sintomas podem indicar condições que merecem investigação.

A prevenção continua sendo o melhor caminho. Manter boa hidratação, evitar o hábito de adiar sistematicamente as idas ao banheiro e respeitar os sinais do organismo ajudam a preservar o funcionamento adequado do trato urinário.

O corpo humano possui mecanismos sofisticados para indicar suas necessidades. A vontade de urinar é um deles .

Ignorá-la ocasionalmente não costuma causar problemas. Transformar esse comportamento em rotina , porém, pode trazer consequências que muitas pessoas só percebem quando os sintomas começam a aparecer.

Em saúde, ouvir os sinais do próprio corpo costuma ser uma das atitudes mais simples e mais inteligentes que podemos adotar.

*Marcos Tobias Machado é urologista, CRM/SP 75.225 | RQE 63664, doutor pela Universidade de São Paulo (USP) e membro da Brazil Health.

(Este texto foi produzido em uma parceria exclusiva entre VEJA SAÚDE e Brazil Health )

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