As vacinas brasileiras contra doenças tropicais negligenciadas

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Cientistas da Fiocruz criam formas de se proteger contra protozoários e vermes

Introdução A Fiocruz avança no desenvolvimento de vacinas para esquistossomose e leishmaniose, doenças que afetam milhões em regiões tropicais. A vacina Sm14 para esquistossomose demonstrou segurança e resposta imune. Para leishmaniose, a pesquisa explora a tecnologia de RNA mensageiro. Compreenda o impacto dessas inovações na saúde pública.

Principais Tópicos A Fiocruz desenvolve vacinas contra esquistossomose e leishmaniose, doenças tropicais negligenciadas. A vacina Sm14 para esquistossomose confirmou segurança e induziu resposta imunológica. A pesquisa para a vacina de leishmaniose emprega a tecnologia de RNA mensageiro. Esquistossomose afeta 1,5 milhão de brasileiros em áreas sem saneamento. A leishmaniose registra cerca de 12 mil casos anuais no Brasil, com tratamento disponível na rede pública.

A Fiocruz desenvolve vacinas contra esquistossomose e leishmaniose, doenças tropicais negligenciadas.

A vacina Sm14 para esquistossomose confirmou segurança e induziu resposta imunológica.

A pesquisa para a vacina de leishmaniose emprega a tecnologia de RNA mensageiro.

Esquistossomose afeta 1,5 milhão de brasileiros em áreas sem saneamento.

A leishmaniose registra cerca de 12 mil casos anuais no Brasil, com tratamento disponível na rede pública.

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Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 1,6 bilhão de pessoas que vivem em zonas tropicais contraem doenças para as quais não há controle eficaz. Mas o cenário deve arrefecer com a criação de vacinas capazes de prevenir duas das principais moléstias parasitárias.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) está à frente dos estudos clínicos de um imunizante contra esquistossomose . Chamada Sm14, a fórmula combate o verme Schistosoma mansoni , principal causador da condição na América Latina e na África, onde está sendo testado.

Os resultados confirmaram segurança e indicaram resposta imunológica. Em paralelo, outra vacina da Fiocruz, ainda em fase pré-clínica, busca evitar a leishmaniose .

“Nesse caso, o desafio reside no fato de que a doença é causada por vários protozoários ”, explica Alda Maria da Cruz, infectologista da instituição. “Estamos apostando no uso de RNA mensageiro , tecnologia da vacina da covid-19 ”, revela a cientista.

Transmitida em água doce por vermes do gênero Schistosoma.

Coceira, febre, calafrios, dor de cabeça , fraqueza, diarreia e náuseas.

O antiparasitário praziquantel elimina vermes adultos — é oferecido pelo SUS.

1,5 milhão de brasileiros vivem em áreas sob o risco, sem saneamento .

Picada do mosquito-palha dissemina protozoários do gênero Leishmania .

Úlceras na pele e mucosas. Em casos graves, feridas em órgãos internos.

Medicamentos para controle são fornecidos na rede pública.

Brasil concentra cerca de 90% dos casos nas Américas, com 12 mil vítimas anuais .

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