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Resposta extrema a ruídos irritantes pode demorar a ser diagnosticada da maneira correta
Você sente uma reação intensa, quase visceral, a determinados tipos de sons que lhe causam incômodo? Pode ser que esteja sofrendo com a misofonia .
Uma condição cujo diagnóstico pode ser desafiador e causar grande angústia em quem sofre com ela, a misofonia também é conhecida como síndrome da sensibilidade seletiva a sons (ou SSSS) e vai além de um simples desconforto com ruídos desagradáveis.
Conheça mais sobre ela.
O que exatamente é a misofonia?
Como visto acima, a misofonia é um quadro caracterizado por uma intolerância extrema a determinados tipos de ruído , que pode gerar sofrimento psíquico e até algumas respostas físicas, como uma aceleração dos batimentos cardíacos diante do som que serve de gatilho.
Apesar de ser um problema identificado pelos médicos, a misofonia ainda não é reconhecida formalmente em classificações oficiais como o CID, que lista doenças dos mais variados tipos, ou o DSM, que versa sobre transtornos de saúde mental. Profissionais de saúde vêm pleiteando sua inclusão no CID-11 , a mais recente atualização da Classificação Internacional de Doenças, mas isso ainda não ocorreu.
Essa dificuldade de catalogação pode gerar certo atraso no diagnóstico , exigindo a busca por médicos familiarizados com a identificação de um quadro de misofonia e sua distinção com outras situações de desconforto mais comum diante de ruídos. O profissional mais habilitado para entender o problema costuma ser o otorrinolaringologista.
Possíveis causas
Não se sabe exatamente o que causa a misofonia. Hipóteses incluem alterações no funcionamento de determinadas estruturas cerebrais e fatores genéticos hereditários , já que muitas pessoas que sofrem com o problema dizem ter familiares que também convivem com a condição.
A misofonia também parece ser mais comum em mulheres, embora a razão para isso não seja conhecida.
Já em relação aos episódios específicos de misofonia, a síndrome costuma ser desencadeada por gatilhos que envolvem ruídos repetitivos , como o movimento dos ponteiros de um relógio, os cliques em um mouse ou o simples tamborilar de dedos em uma mesa, entre muitos outros sons dessa natureza.
A frequência e a amplitude dos barulhos não são fatores determinantes para explicar por que um ruído provoca essa resposta e outro não.
Como é o diagnóstico
Como a misofonia ainda não possui uma classificação oficial, médicos ainda discutem uma forma padronizada de determinar que um indivíduo sofre efetivamente sofre com ela. O diagnóstico é essencialmente clínico, com base nos sintomas apresentados pela pessoa, o relato de sua reação aos ruídos que causam desconforto e a possível existência de um histórico familiar conhecido.
Muitos pacientes com misofonia também apresentam outras questões, como neurodivergências, transtornos de saúde mental ou até mesmo problemas auditivos. A presença desses diagnósticos em paralelo pode ajudar a determinar com mais exatidão se a síndrome da sensibilidade seletiva a sons é provável.
Além disso, em muitos casos são necessários exames complementares que ajudam a descartar outras condições que poderiam explicar os sintomas.
Tem tratamento?
A misofonia não tem uma cura definitiva , mas seus impactos podem ser drasticamente reduzidos com algumas abordagens focadas em melhorar a qualidade de vida de quem é afetado por ela. Um dos primeiros passos é identificar os gatilhos que geram crises e fazer o possível para evitá-los no dia a dia.
Como isso nem sempre é viável, técnicas que ajudam a lidar melhor com a situação podem propiciar um alívio em muitos casos. A terapia cognitivo-comportamental é uma das opções mais utilizadas, assim como terapias focadas na dessensibilização sonora.
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