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Veja como foi a primeira conferência internacional que discutiu o assunto fora do âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU)
Quase 60 países se reuniram em abril em Santa Marta , na Colômbia, com uma proposta inovadora: tratar da transição energética longe do âmbito da Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas, a COP .
Ocorre que o uso de combustíveis fósseis — petróleo, gás e carvão — é a principal causa das mudanças climáticas , e precisa ser revisto, mas parece praticamente impossível discutir isso nas COPs, onde é preciso haver consenso entre todos para aprovar qualquer decisão. Aí, o que acaba acontecendo é que os países produtores de petróleo sabotam as discussões.
Na conferência “outsider”, as decisões foram tomadas pela maioria, não por unanimidade. “A nova conferência foi uma tentativa de juntar os governos de fato interessados nisso longe do ambiente tóxico que virou a COP”, afirma Claudio Angelo, coordenador de política internacional do Observatório do Clima.
O encontro reuniu chefes de Estado e cientistas e é por si só algo a se comemorar, mas… “ Não é o suficiente , estamos falando do lobby mais poderoso do planeta. Metade do capital financeiro está atrelado ao mercado fóssil. Precisamos da adesão de mais países”, pondera Angelo.
O tópico é urgente. E engana-se quem pensa que saúde não tem nada a ver com isso. Estima-se que 5 milhões de mortes ao ano sejam causadas pela poluição oriunda da queima de combustíveis fósseis.
+Leia também: Tudo está conectado: saiba como a crise climática já afeta sua saúde
Destaques da reunião
Veja os tópicos quentes em pauta na Colômbia.
Mapa do caminho Documento em que cada nação explica como fará mudanças. A França foi a primeira a apresentar seu plano. E o Brasil está longe disso
Ciência em foco Um painel de monitoramento da transição energética foi lançado, e os pesquisadores tiveram destaque no encontro.
Guerra no Irã Ela é um lembrete de como a dependência do petróleo é danosa não só para o planeta, mas para a própria economia mundial.
Papel da China A maior emissora de gases poluentes e a maior instaladora de fontes renováveis de energia precisa entrar na conversa.
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