
Logotipo Veja Saúde Marca textual estilizada da Veja Saúde ×
Já sou assinante Sair
Olá, Usuário
Técnica vem ganhando popularidade para lidar com alterações associadas à menopausa, mas ciência ainda não bateu o martelo sobre sua eficácia
Em um vídeo difundido nas redes sociais, a atriz Giovanna Antonelli , de 50 anos, contou que se submeteu a um procedimento ainda pouco conhecido por muitas mulheres: um laser vaginal de CO2 , que costuma ser indicado para lidar com alterações na região genital associadas à menopausa .
A técnica despertou curiosidade nas seguidoras e lançou luz sobre uma tecnologia que ainda é alvo de pesquisas que buscam determinar sua verdadeira eficácia. Conheça mais sobre o procedimento.
Como é a técnica e quais as indicações?
O laser vaginal de CO2 é um procedimento utilizado na chamada ginecologia regenerativa , que atua para restaurar aspectos anatômicos e funcionais da região íntima feminina. Em geral, o foco é em técnicas não invasivas, como a aplicação de laser, que poderiam ajudar a lidar com alterações típicas do envelhecimento natural.
Uma das vantagens do procedimento seria oferecer uma alternativa não hormonal para lidar com os sintomas vistos durante o climatério .
Ao emitir feixes focados de luz e calor, o laser estimularia a produção de colágeno que, em tese, poderia ajudar no tratamento de desconfortos como:
Atrofia vaginal
Casos leves de incontinência urinária
Dispaurenia (dores relacionadas à relação sexual)
De forma controversa, o procedimento também tem sido procurado por questões estéticas , para deixar a vulva “mais bonita”. Grande parte dos médicos, porém, desaconselha realizar o procedimento apenas com esse objetivo.
Mas funciona?
Apesar de estar ganhando cada vez mais popularidade, o laser vaginal de CO2 ainda não tem evidências científicas robustas atestando sua eficácia. Trata-se de uma técnica nova ainda em fase de investigação.
Em geral, a maioria dos trabalhos demonstrando benefícios se baseia em relatos de caso individuais e avaliações de satisfação pessoal das pacientes – que, em muitos casos, realmente afirmam que sentiram uma melhora dos sintomas logo após utilizar o laser.
No entanto, casos isolados e a impressão pessoal esbarram em uma questão que os pesquisadores seguem tentando responder: não há certeza de que o laser seja efetivamente melhor do que um placebo para lidar com os sintomas.
Em 2022, um amplo estudo de revisão avaliou 114 trabalhos sobre o assunto e concluiu que a maioria dos artigos que encontraram benefícios não envolviam estudos randomizados controlados, o padrão-ouro da ciência. Quando esse tipo de estudo foi feito, com frequência não se constatou uma diferença nos resultados entre os grupos que usaram o laser e os que não se submeteram à técnica.
“O efeito do laser vaginal e vulvar diminui conforme aumenta a qualidade dos estudos” , concluíram os pesquisadores, que enfatizaram a necessidade de mais evidências científicas antes de validar a técnica como um tratamento preferencial.
Guia do Estudante
Viagem e Turismo
Guia + Veja
Veja + Zero Hora
Leia também no
Abril Comunicações S.A., CNPJ 44.597.052/0001-62 - Todos os direitos reservados.
Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login
Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login
Revista em Casa + Digital Premium
*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app. *Pagamento único anual de R$35,88, equivalente a R$2,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).